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	<title>PELENEGRA</title>
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		<title>PELENEGRA</title>
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		<title>A importância vital do “Nós”</title>
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		<pubDate>Tue, 14 Dec 2010 13:19:00 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Sergio José Dias</dc:creator>
				<category><![CDATA[Sem-categoria]]></category>

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		<description><![CDATA[&#160;Fonte: unisinos Segundo o filósofo sul-africano Mogobe Ramose, para a filosofia ubuntu, “a comunidade é lógica e historicamente anterior ao indivíduo” e por isso tem a primazia sobre este. Essa comunidade, explica, é uma “entidade dinâmica” entre três esferas: a dos vivos, a dos mortos-vivos e a dos ainda não nascidos Por: Por Moisés Sbardelotto [...]<img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=pelenegra.wordpress.com&amp;blog=2766101&amp;post=2113&amp;subd=pelenegra&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>&nbsp;Fonte: <a href="http://www.ihuonline.unisinos.br/index.php?option=com_content&amp;view=article&amp;id=3688&amp;secao=353">unisinos</a><br />
<h1 class="legenda" style="text-align:justify;"><span style="font-size:x-small;">Segundo  o filósofo sul-africano Mogobe Ramose, para a filosofia ubuntu, “a  comunidade é lógica e historicamente anterior ao indivíduo” e por isso  tem a primazia sobre este. Essa comunidade, explica, é uma “entidade  dinâmica” entre três esferas: a dos vivos, a dos mortos-vivos e a dos  ainda não nascidos</span></h1>
<h2 class="autor" style="text-align:justify;"><span style="font-size:x-small;">Por: Por Moisés Sbardelotto | Tradução Luís Marcos Sander</span></h2>
<div style="text-align:justify;">Se o ubuntu pode ser compreendido como  uma ontologia, uma epistemologia e uma ética, sua noção mais fundamental  é “a filosofia do ‘Nós’”, segundo o filósofo sul-africano Mogobe <b>Bernard Ramose</b>.  Em termos coletivos, o ubuntu se manifesta nos princípios da partilha,  da preocupação e do cuidado mútuos, assim como da solidariedade.</div>
<div style="text-align:justify;"></div>
<div style="text-align:justify;">Por isso, <b>Ramose</b>,  em entrevista por e-mail à IHU On-Line, explicou que, na filosofia  ubuntu, “a comunidade é lógica e historicamente anterior ao indivíduo.  Com base nisso, a primazia é atribuída à comunidade, e não ao  indivíduo”. Essa comunidade é definida como uma “entidade dinâmica”  entre três esferas: a dos vivos, a dos mortos-vivos (“ancestrais”) e a  dos ainda não nascidos. </div>
<div style="text-align:justify;"></div>
<div style="text-align:justify;">Entretanto, afirma, dentro desse  contexto, o indivíduo não perde sua identidade pessoal e sua autonomia.  “A luta contra a colonização na África se baseia justamente no  reconhecimento da autonomia individual. No caso da colonização, essa  luta se manifesta como um povo que defende e reafirma seu direito como  grupo à autonomia ou à liberdade”, explica.</div>
<div style="text-align:justify;"></div>
<div style="text-align:justify;">Segundo <b>Ramose</b>,  sua luta atual é que o ubuntu tenha uma “presença real e visível” na  Constituição sul-africana, a exemplo do que aconteceu no Equador e na  Bolívia com relação aos princípios do sumak kawsay . Nesse sentido, para  outras culturas, o ubuntu pode “enfatizar a importância vital de levar o  ‘Nós’ a sério”. Ou seja, na prática, um polílogo entre culturas e  tradições para uma melhor compreensão mútua e a defesa da vida humana.</div>
<div style="text-align:justify;"></div>
<div style="text-align:justify;"><b>Mogobe Bernard Ramose</b>  é professor de filosofia da Universidade da África do Sul – Unisa e  diretor do Centro de Aprendizagem Regional da Unisa, em Adis Abeba, na  Etiópia. Doutor em filosofia pela Katholieke Universiteit Leuven, da  Bélgica, desenvolve sua pesquisa nos campos da filosofia africana e da  filosofia da política, direito e relações internacionais. Trabalhou na  Universidade do Zimbábue e de Venda, na África, assim como na Tilburgh  University, na Holanda. É autor, dentre outros, de African philosophy  through ubuntu (Mond Books, 1999).</div>
<div style="text-align:justify;">Confira a entrevista.</div>
<div style="text-align:justify;"></div>
<div style="text-align:justify;"><b>IHU On-Line – Qual é o significado de ubuntu? </p>
<p>Mogobe Ramose –</b>  Ubuntu é um termo que se encontra em várias línguas banto. Trata-se de  duas palavras em uma, a saber: “ubu” e “ntu” no grupo nguni de línguas;  botho, “bo” e “tho”, no grupo sotho de línguas; e hunhu, “hu” e “nhu” em  xona.</div>
<div style="text-align:justify;"></div>
<div style="text-align:justify;">É um conceito filosófico no sentido comum da filosofia  como amor à sabedoria. Mas é também um conceito filosófico no sentido  estreito da filosofia como disciplina acadêmica. Nesta última acepção, o  ubuntu tem três sentidos inter-relacionados básicos: como uma 1)  ontologia, 2) epistemologia e 3) ética.</div>
<div style="text-align:justify;"></div>
<div style="text-align:justify;"><b>IHU On-Line – Quais são as origens culturais e históricas do ubuntu?</p>
<p>Mogobe Ramose –</b>  A linguagem e o pensamento andam de mãos dadas. O pensamento é o  instrumento para o cultivo e a construção da cultura. Assim, a linguagem  – na acepção ampla de fala, ação e escrita – é a fonte do ubuntu. É  comum pensar que as culturas da África indígena ao sul do deserto do  Saara são principalmente orais, isto é, desprovidas de escrita. Mas essa  concepção é questionável, porque tem uma acepção restrita do  significado da escrita e também porque não se aplica à totalidade da  África subsaariana, já que a Etiópia, por exemplo, tem sua própria  língua escrita, o amárico. A persistência dessa concepção questionável  tornou a “tradição oral” como uma das fontes da filosofia ubuntu.  Através do veículo da “tradição oral”, a cultura ubuntu e a história dos  povos de língua banto continuam sendo transmitidas de uma geração a  outra.</div>
<div style="text-align:justify;"></div>
<div style="text-align:justify;">É importante lembrar que o nome “África” não foi dado ao  continente pelos povos indígenas que vivem nele desde tempos imemoriais.  É como um nome de batismo imposto aos povos do Norte do continente  primeiro pelos antigos gregos e romanos e, subsequentemente, a todo o  continente pelos colonizadores. A divisão da África em duas partes com  base no deserto do Saara também é uma imposição. Por conseguinte, é  crucial reconhecer que quem nomeia ou batiza faz isso a partir de uma  posição de poder. A partir disso, não surpreende constatar que alguns  intelectuais indígenas do continente rejeitam o nome “África” como uma  forma de expressar resistência ao poder do nomeador que nomeia.</div>
<div style="text-align:justify;"></div>
<div style="text-align:justify;"><b>IHU On-Line – Quais são os conceitos centrais envolvidos na ética e na filosofia ubuntu?</p>
<p>Mogobe Ramose –</b>  É muito importante notar que, de acordo com a ontologia do ubuntu,  be-ing [em inglês, o verbo “ser”], diferentemente de being [o  substantivo “ser”], não tem um centro. Assim falamos das noções  duradouras que até agora têm sido as marcas de autenticidade do ubuntu. A  noção fundamental da epistemologia e ética ubuntu é – tomando o termo  emprestado de Tshiamalenga&nbsp; – a filosofia do “Nós”. Nos termos dessa  filosofia, os princípios da partilha, da preocupação e do cuidado  mútuos, assim como da solidariedade, constituem coletivamente a ética do  ubuntu.</div>
<div style="text-align:justify;"></div>
<div style="text-align:justify;"><b>IHU On-Line – Qual a relação existente entre a ética ubuntu e a noção africana de comunidade, autonomia e colonização?</p>
<p>Mogobe Ramose – </b>A  noção de comunidade na filosofia ubuntu provém da premissa ontológica  de que a comunidade é lógica e historicamente anterior ao indivíduo. Com  base nisso, a primazia é atribuída à comunidade, e não ao indivíduo.  Entretanto, disso não se segue que o indivíduo perca a identidade  pessoal e a autonomia. O indivíduo é considerado autônomo e, portanto,  responsável por suas ações. De outra forma, toda a teoria e a prática do  lekgotla – um fórum para a resolução de disputas entre indivíduos,  assim como entre o indivíduo e a comunidade – não teriam sentido  justamente porque a pressuposição da autonomia individual não se  aplicaria.</div>
<div style="text-align:justify;"></div>
<div style="text-align:justify;">A luta contra a colonização na África se baseia  justamente no reconhecimento da autonomia individual. No caso da  colonização, essa luta se manifesta como um povo que defende e reafirma  seu direito como grupo à autonomia ou à liberdade.</div>
<div style="text-align:justify;"></div>
<div style="text-align:justify;"><b>IHU On-Line – Em que aspectos o ubuntu ajudou a forjar a  sociedade e a política da África do Sul? Nesse sentido, em sua opinião,  que pontos ainda precisam ser mais desenvolvidos?</p>
<p>Mogobe Ramose – </b>A  primeira fase da transição para a “nova” África do Sul foi parcialmente  impulsionada pelo ubuntu na medida em que esse conceito foi usado para  dar sentido à constituição interina de 1993. Ironicamente, mas por  razões bastante táticas, o ubuntu está completamente ausente da  Constituição final de 1996.</div>
<div style="text-align:justify;">&nbsp;Apesar disso, o ubuntu foi usado, de  maneira bastante discutível, para justificar a abolição da pena de morte  e para dar credibilidade ao projeto Verdade e Reconciliação . No  tocante a este último projeto, alguns clérigos cristãos assumiram a  vanguarda na justificação da Comissão da Verdade e Reconciliação a  partir da base teológica de que o “Deus” cristão endossou a  reconciliação ao assumir a carne humana (a encarnação) como meio e  método para restaurar a relação rompida entre “Deus” e Adão e Eva,  alienados por causa da queda. </div>
<div style="text-align:justify;">&nbsp;O problema dessa justificação é que o  mesmo “Deus” até agora não tem disposição nem capacidade para restaurar  a relação rompida entre Ele e Lúcifer, que O ofendeu com o pecado da  soberba. Mesmo sem esse questionamento da justificação teológica da  reconciliação, fato é que a sociedade sul-africana contemporânea  continua em grande parte irreconciliada, na medida em que o abismo entre  ricos e pobres aumenta, e os pobres se afundam em um abissal buraco  negro. Há um imperativo ético de se corrigir isso urgentemente. O ubuntu  pode ajudar nesse sentido, insistindo no reconhecimento, no respeito,  na proteção e na promoção de sua máxima ética, expressada pelo provérbio  “feta kgomo o tshware motho” – se a pessoa está em uma situação em que  precisa optar entre proteger e salvaguardar a riqueza ou preservar a  vida humana, ela deve então optar pela preservação da vida humana.</div>
<div style="text-align:justify;"></div>
<div style="text-align:justify;"><b>IHU On-Line – Como o ubuntu concebe a lei, o direito e a justiça?</p>
<p>Mogobe Ramose –</b>  A concepção ubuntu do direito é parte integrante da filosofia do “Nós”  que define a comunidade como uma entidade dinâmica com três esferas, a  saber: a dos vivos, a dos mortos-vivos (“ancestrais”) e a dos ainda não  nascidos. A justiça é a efetivação e a preservação de relações  harmoniosas em todas as três esferas da comunidade, e o direito é o  instrumento para alcançar esse fim.</div>
<div style="text-align:justify;"></div>
<div style="text-align:justify;"><b>IHU On-Line – Na América Latina, alguns países incluíram a  ética “sumak kawsay” (bem viver) em suas Constituições, como o Equador e  a Bolívia. E o senhor defende que “não há uma razão a priori pela qual o  ubuntu não deveria ser a filosofia básica para a democracia  constitucional na África do Sul”. Por quê?</p>
<p>Mogobe Ramose – </b>Eu  gostaria de saber mais sobre “sumak kawsay”. Em uma resposta anterior,  fiz referência ao fato de que, por alguma ironia e certamente por razões  táticas, o ubuntu ficou de fora da Constituição final de 1996. A  exclusão do ubuntu dessa Constituição é o que estou contestando, porque  ela significa: 1) a rejeição de uma filosofia e de um modo de vida que  têm sustentado e continuam sustentando os povos indígenas vencidos nas  guerras injustas de colonização da África do Sul; 2) a integração  forçada desses povos em um paradigma constitucional que não é deles, na  medida em que descartou deliberadamente a sua filosofia; 3) a mudança  tática do princípio da supremacia (soberania) parlamentar para a  supremacia constitucional é a transmutação da injustiça da colonização e  de suas consequências na justiça e, portanto, a negação da justiça para  os povos indígenas vencidos da África do Sul. </div>
<div style="text-align:justify;"></div>
<div style="text-align:justify;">Para a filosofia  ubuntu, o tempo não muda a verdade, nem tem o poder de transformar uma  injustiça em justiça. É por essa razão que eu defendo a presença real e  visível do ubuntu na Constituição sul-africana ainda a ser acordada.</div>
<div style="text-align:justify;"></div>
<div style="text-align:justify;"><b>IHU On-Line – O que o ubuntu pode ensinar a outras tradições, culturas e ética não africanas?</p>
<p>Mogobe Ramose –</b>  Para outras culturas, o ubuntu pode enfatizar a importância vital de  levar o “Nós” a sério. Na prática, isso significaria um ‘polílogo’ [ou  polidiálogo] de culturas e tradições que promova a filosofia  intercultural para a melhoria da compreensão mútua e a defesa da vida  humana.</div>
<h3 class="verde"></h3>
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	</item>
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		<title>Ser por meio dos outros: o ubuntu como cuidado e partilha</title>
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		<pubDate>Tue, 14 Dec 2010 13:09:00 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Sergio José Dias</dc:creator>
				<category><![CDATA[Sem-categoria]]></category>

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		<description><![CDATA[&#160;Fonte: unisinos&#160; Para o ethos do ubuntu, uma pessoa não só é uma pessoa por meio de outras pessoas, mas também por meio de todos os seres do universo. Cuidar “do outro”, portanto, também implica o cuidado para com a natureza (o meio ambiente) e os seres não humanos, afirma o filósofo e psicólogo sul-africano [...]<img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=pelenegra.wordpress.com&amp;blog=2766101&amp;post=2112&amp;subd=pelenegra&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>&nbsp;Fonte: <a href="http://www.ihuonline.unisinos.br/index.php?option=com_content&amp;view=article&amp;id=3687&amp;secao=353">unisinos</a><span style="font-size:x-small;">&nbsp;</span></p>
<p><span style="font-size:x-small;">Para o ethos do ubuntu, uma pessoa não só é uma  pessoa por meio de outras pessoas, mas também por meio de todos os seres  do universo. Cuidar “do outro”, portanto, também implica o cuidado para  com a natureza (o meio ambiente) e os seres não humanos, afirma o  filósofo e psicólogo sul-africano Dirk Louw</span><br />
<h2 class="autor" style="text-align:justify;"><span style="font-size:x-small;">Por: Por Moisés Sbardelotto | Tradução Luís Marcos Sander</span></h2>
<div style="text-align:justify;">Não apenas ser porque tu és, mas também ser por meio de ti: essa é, em resumo, a ética ubuntu, segundo <b>Dirk Louw</b>,  psicólogo e filósofo da África do Sul. Por isso, afirma, “ser humano  significa ser por meio de outros”, sejam estes vivos ou mortos, humanos  ou não.</div>
<div style="text-align:justify;"></div>
<div style="text-align:justify;"></div>
<div style="text-align:justify;">Em um sentido mais geral, ubuntu também “significa  simplesmente compaixão, calor humano, compreensão, respeito, cuidado,  partilha, humanitarismo ou, em uma só palavra, amor”, explica <b>Louw</b>, nesta entrevista concedida por e-mail à <b>IHU On-Line</b>.</div>
<div style="text-align:justify;"></div>
<div style="text-align:justify;"></div>
<div style="text-align:justify;">Por isso, para <b>Louw</b>,  os recentes episódios políticos da sociedade sul-africana, como a  superação do apartheid, foi primordialmente “o resultado do surgimento  de um ethos de solidariedade, um compromisso com a coexistência pacífica  entre sul-africanos comuns a despeito de suas diferenças”. </div>
<div style="text-align:justify;"></div>
<div style="text-align:justify;"><b>Louw</b>  indica ainda que “o ubuntu é resilientemente religioso”, já que “não só  os vivos devem compartilhar e cuidar uns dos outros, mas os vivos e os  mortos dependem uns dos outros”. Nesse sentido, afirma, “o conceito  africano de comunidade inclui toda a humanidade. Todos nós (isto é, os  vivos e os mortos-vivos ou ancestrais) somos família”. E não só: por ter  nascido em um pensamento holístico como o africano, o ethos do ubuntu  afirma que uma pessoa não só é uma pessoa por meio de outras pessoas,  mas também é uma pessoa por meio de todos os seres do universo,  incluindo a natureza e os seres não humanos, explica <b>Louw</b>.</div>
<div style="text-align:justify;"><b>Dirk J. Louw </b>é  psicólogo clínico da província de Limpopo e ex-professor de filosofia  da University of the North, na África do Sul. Estudou na Universidade de  Utrecht, na Holanda, na Universidade da África do Sul e na Stellenbosch  University, também na África do Sul. É pesquisador da pesquisador da  Universidade de Joanesburgo e do Centro de Ética Aplicada da  Stellenbosch University e membro do Institute of Transpersonal  Psychology. É membro fundador da South African Philosopher Consultants  Association, ex-membro do comitê executivo da Sociedade Filosófica da  África do Sul e ex-editor do South African Journal of Philosophy. Entre  suas publicações, destacamos seu livro Ubuntu and the Challenges of  Multiculturalism in Post-apartheid South Africa (Center for Southern  Africa, Utrecht University, 2001) e seu artigo Ubuntu: An African  Assessment of the Religious Other. </div>
<div style="text-align:justify;"></div>
<div style="text-align:justify;">Confira a entrevista.</div>
<div style="text-align:justify;"></div>
<div style="text-align:justify;"><b>IHU On-Line – O que significa ubuntu? Quais são as noções centrais para essa filosofia e estilo de vida?</p>
<p>Dirk Louw – </b>O  sentido de ubuntu está resumido no tradicional aforismo africano  “umuntu ngumuntu ngabantu” (na versão zulu desse aforismo), que  significa: “Uma pessoa é uma pessoa por meio de outras pessoas”, ou “eu  sou porque nós somos”. Ser humano significa ser por meio de outros.  Qualquer outra forma de ser seria “des-umana” no duplo sentido da  palavra, isto é, “não humano” e “desrespeitoso ou até cruel para com os  outros”. Essa é, grosso modo, a forma como a ética ubuntu africana  descreve e também prescreve o ser humano.</div>
<div style="text-align:justify;">&nbsp;Em um sentido estritamente  tradicional ou, se se preferir, religioso, ubuntu significa que só nos  tornamos uma pessoa ao ser introduzidos ou iniciados em uma tribo ou em  um clã específicos. Nesse sentido, “tornar-se uma pessoa por meio de  outras pessoas” implica em passar por vários estágios, cerimônias e  rituais de iniciação prescritos pela comunidade.</div>
<div style="text-align:justify;">&nbsp;Entretanto, em um  sentido comum ou, se se preferir, secular, ubuntu significa simplesmente  compaixão, calor humano, compreensão, respeito, cuidado, partilha,  humanitarismo ou, em uma só palavra, amor.</div>
<div style="text-align:justify;"></div>
<div style="text-align:justify;"><b>IHU On-Line – Como o ubuntu se relaciona com a história e a cultura africanas? Quais são as suas fontes?</p>
<p>Dirk Louw – </b>As  questões referentes às fontes do ubuntu e à sua relação com a história e  a cultura africanas são controversas. Alguns pesquisadores sustentam  que o ubuntu tem sido comunicado por meio de histórias de geração a  geração desde tempos imemoriais, e que as articulações africanas dos  valores do cuidado e da partilha são muito mais antigas do que suas  articulações ocidentais – ou até que as articulações ocidentais têm suas  raízes nas articulações africanas. Outros pesquisadores parecem sugerir  que o ubuntu não passa de uma cortina de fumaça autofabricada para as  atrocidades cometidas por africanos no passado e no presente.</div>
<div style="text-align:justify;">&nbsp;Então,  o ubuntu existe? Os africanos de fato seguem o ubuntu? Essa pergunta  merece mais atenção do que é possível aqui. Entretanto, ao menos quatro  observações parecem apropriadas. Em primeiro lugar, afirmar que o ubuntu  existe não significa necessariamente sustentar que a compaixão que ele  expressa prevalece ou prevaleceu sempre e em toda parte nas sociedades  africanas. É claro que não prevaleceu nem prevalece. Contudo, depois que  se conseguir olhar para além das manchetes populares, podem-se detectar  os mais anônimos atos de compaixão entre os africanos. Para citar  apenas um exemplo: a transição relativamente não violenta da sociedade  sul-africana, que passou de um Estado totalitário para uma democracia  multipartidária, não foi meramente o resultado das negociações  transigentes de políticos. Ela foi também – e talvez primordialmente – o  resultado do surgimento de um ethos de solidariedade, um compromisso  com a coexistência pacífica entre sul-africanos comuns a despeito de  suas diferenças. </div>
<div style="text-align:justify;">&nbsp;Em segundo lugar, embora talvez se duvide da  existência do ubuntu como uma realidade plenamente vivida, dificilmente  se pode negar a sua existência como um conceito, narrativa ou mito  proeminente na África e certamente no sul da África. Chamar a ética  ubuntu de “mito” não significa negar sua “verdade factual” – embora o  termo seja muitas vezes usado neste sentido. A palavra “mito”, da forma  como é usada aqui, descreve a ética ubuntu como uma história duradoura  que – independentemente de sua “verdade factual” – inspira moralmente e  revela o sentido (isto é, a relevância ou importância) da vida para as  pessoas que participam dela, ou seja, que contribuem para contá-la e  recontá-la. </div>
<div style="text-align:justify;"></div>
<div style="text-align:justify;">Em terceiro lugar (ou formulando as duas primeiras  observações de forma diferente), antes de começar a negar ou afirmar a  existência de algo, seria de bom alvitre se envolver em análises  conceituais relevantes. O que exatamente está sendo negado ou  reafirmado? Neste caso: o que exatamente se quer dizer com “ubuntu” ou  “existe”? Finalmente, mesmo afirmando a existência do ubuntu, deve-se  cuidar para não exagerar a influência normativa da ética africana  tradicional nas comunidades africanas.</div>
<div style="text-align:justify;"></div>
<div style="text-align:justify;"><b>IHU On-Line – Qual a relação entre o ubuntu e a religião?  Como a ética ubuntu pode ajudar a melhor desenvolver um verdadeiro  diálogo inter-religioso?</p>
<p>Dirk Louw –</b> O ubuntu é  resilientemente religioso. Para um ocidental, a máxima “Uma pessoa é uma  pessoa por meio de outras pessoas” não tem conotações religiosas  óbvias. Ele provavelmente a interpretará apenas como um apelo geral para  tratar as outras pessoas com respeito e decência.</div>
<div style="text-align:justify;"></div>
<div style="text-align:justify;">Na tradição  africana, entretanto, essa máxima tem um sentido profundamente  religioso. A pessoa que devemos nos tornar “por meio de outras pessoas”  é, em última análise, um ancestral. E, da mesma forma, essas “outras  pessoas” incluem os ancestrais. Os ancestrais são a família extensa.  Morrer é um último voltar para casa. Por conseguinte, não só os vivos  devem compartilhar e cuidar uns dos outros, mas os vivos e os mortos  dependem uns dos outros. </div>
<div style="text-align:justify;"></div>
<div style="text-align:justify;">A ética ubuntu ajuda a melhor  desenvolver um diálogo inter-religioso verdadeiro condensando  precondições vitais para esse diálogo. Essas precondições incluem um  respeito pela religiosidade, individualidade, particularidade e  historicidade ou natureza processual dos outros, assim como a  valorização do consenso ou do acordo.</div>
<div style="text-align:justify;"></div>
<div style="text-align:justify;"><b>IHU On-Line – O que o ethos do ubuntu tem a ensinar às  outras tradições, culturas e religiões não africanas? Que aspectos o  ubuntu pode ajudar a aprimorar na ética ocidental?</p>
<p>Dirk Louw –</b>  Permita-me reformular ligeiramente essas perguntas: o ethos do ubuntu é  unicamente africano? O ubuntu só faz parte da herança cultural  africana? Seria etnocêntrico e absurdo sugerir que a ética ubuntu de  cuidado e partilha é unicamente africana. Afinal de contas, os valores  que o ubuntu procura promover também podem ser identificados em várias  filosofias da Eurásia. Isso não significa negar a intensidade com que  esses valores são expressos pelos africanos. Mas o mero fato de serem  expressos intensamente por africanos não torna, por si só, esses valores  exclusivamente africanos.</div>
<div style="text-align:justify;"></div>
<div style="text-align:justify;">Entretanto, embora a compaixão, o  calor humano, a compreensão, o cuidado, a partilha, o humanitarismo etc.  sejam sublinhados por todas as principais cosmovisões, ideologias e  religiões do mundo, eu gostaria, no entanto, de sugerir que o ubuntu  atua como uma justificação distintivamente africana dessas formas de se  relacionar com os outros. O conceito de ubuntu dá um sentido  distintivamente africano e uma razão ou motivação distintivamente  africanas para uma atitude amorosa para com o outro.</div>
<div style="text-align:justify;"></div>
<div style="text-align:justify;">O que,  então, o ethos do ubuntu tem a “ensinar” às tradições, culturas e  religiões não africanas (incluindo as ocidentais)? Ele pode servir como  um importante incentivo para reavaliar o “ser por meio de outros” em  tradições, culturas e religiões não africanas, para reenfatizar os  imperativos do cuidado e da partilha com os outros.</div>
<div style="text-align:justify;"></div>
<div style="text-align:justify;"><b>IHU On-Line – Qual a importância da comunidade e da família para a ética ubuntu?</p>
<p>Dirk Louw – </b>É  lógico que a comunidade/família é muito importante para a ética ubuntu.  Afinal, o ubuntu significa “ser por meio de outros”. Mas o que  exatamente “a comunidade/família” significa nesse contexto? Espera-se  que uma ética da compaixão seja inclusiva, e não exclusiva, isto é, que  ela inclua, e não exclua; que abra espaço, e não aliene. Mas quão  inclusiva é a comunidade que o ubuntu descreve e prescreve? Às vezes, é  difícil evitar a impressão de que o ubuntu não pretende ser exatamente  uma “lei universal do amor”. Por exemplo: o sentido dos ritos de  iniciação em sociedades africanas tradicionais parece implicar que o  ubuntu funcionava (e ainda funciona) como uma ética vinculativa  exclusivamente dentro dos limites de um clã específico. Essa compreensão  exclusiva da comunidade que é o ubuntu combina com o óbvio potencial do  ubuntu de desencadear conflitos étnicos. Ela (ou uma versão dela)  também parece constituir a base da forma pela qual alguns negros  sul-africanos tendem a ver o ubuntu como “a” diferença definitiva entre  eles próprios como africanos e os não africanos (incluindo as chamadas  “pessoas de cor”, asiáticos e brancos). </div>
<div style="text-align:justify;"></div>
<div style="text-align:justify;">Ser membro da comunidade  que é o ubuntu não parece, portanto, ser fácil para os não africanos  ou, ao menos, para os africanos não negros. Os defensores do ubuntu  parecem estar divididos no tocante a isso. Em termos gerais, todos eles  enfatizam sua inclusividade. Entretanto, alguns proponentes do ubuntu  dão a impressão de que, embora a comunidade que é o ubuntu transcenda os  limites de um clã específico, ela só inclui aqueles cujas origens estão  na África. Outros salientam que a comunidade que é o ubuntu também  inclui “estranhos”, isto é, pessoas que não estão relacionadas por  sangue, parentesco ou casamento. Por fim, para alguns autores, o  conceito africano de comunidade, em seu mais pleno sentido, inclui toda a  humanidade. Todos nós (isto é, os vivos e os mortos-vivos ou  ancestrais) somos família – ninguém está excluído.</div>
<div style="text-align:justify;"></div>
<div style="text-align:justify;"><b>IHU On-Line – O senhor afirma que “a ênfase do ubuntu  sobre o respeito pela particularidade é vital para a sobrevivência da  África do Sul pós-apartheid”. Nesse sentido, que aspectos o ubuntu  ajudou a forjar na sociedade e política sul-africanas? O que poderia ser  ainda aprimorado?</p>
<p>Dirk Louw – </b>O desafio da sociedade e  da política da África do Sul é o desafio de afirmar a unidade ao mesmo  tempo em que valoriza a diversidade, isto é, de forjar a unidade na  diversidade e, igualmente, a diversidade na unidade. O ubuntu ajudou a  forjar a unidade na diversidade por meio de sua ênfase na comunidade,  expressada por palavras como simunye (“nós somos um”, isto é, “unidade é  força”) e slogans como “um dano causado a um é um dano causado a  todos”.</div>
<div style="text-align:justify;">&nbsp;Ele também forjou a diversidade na unidade através de  reavaliações criativas desse conceito, que acentuam a importância da  alteridade no ethos do ubuntu. Essas reavaliações operam com conceitos  de consenso ou de solidariedade que condizem com um regime democrático  em comunidades políticas africanas. Talvez seja necessário trabalhar  mais nesse sentido. Uma compreensão emancipatória da democracia ubuntu  (democracia comunitária) poderá, por exemplo, exigir que os indivíduos  recebam tanta oportunidade quanto possível para fazer mudanças e decidir  por si mesmos como são governados.</div>
<div style="text-align:justify;"><b>IHU On-Line – O ubuntu também está relacionado ao respeito  pela particularidade do outro e ao respeito pela individualidade. Assim,  como o ubuntu vê a noção de “outro”? Em um mundo globalizado, o que o  ubuntu pode oferecer para que se ultrapassem as diferenças culturais,  políticas, econômicas e religiosas entre os povos?</p>
<p>Dirk Louw – </b>É  importante que ninguém seja um estranho em termos do suposto alcance da  comunidade que é o ubuntu, dado o potencial do ubuntu para degenerar em  um comunitarismo totalitário – isto é, dada a sua tendência de excluir,  e não de incluir, como se esperaria de uma ética do cuidado e da  partilha. Como uma ética excludente, um ubuntu desvirtuado representa a  fortificação e a preservação de uma identidade dada por meio da  limitação e da segregação. Nos termos dessa ética, o slogan simunye  (“nós somos um”) sinaliza, ironicamente, a pureza de classe, cultura ou  etnia; racismo e xenofobia – um fenômeno com o qual os (sul) africanos  estão por demais familiarizados. </div>
<div style="text-align:justify;">&nbsp;O verdadeiro ubuntu se opõe a  tendências totalitárias levando a pluralidade a sério. Ao mesmo tempo em  que constitui o “ser pessoa” por meio de outras pessoas, ele valoriza o  fato de que “outras pessoas” sejam assim chamadas, justamente porque,  em última análise, nunca podemos “ficar inteiramente na pele delas” ou  “enxergar completamente o mundo através de seus olhos”. Portanto, quando  o “ubuntuísta” lê “solidariedade” e “consenso”, ele também lê  “alteridade”, “autonomia” e “cooperação” (observe: não “cooptação”).</div>
<div style="text-align:justify;"></div>
<div style="text-align:justify;"><b>IHU On-Line – Como o ethos do ubuntu compreende a nossa relação com a natureza e a proteção das vidas não humanas?</p>
<p>Dirk Louw – </b>O  pensamento africano é holístico. Como tal, ele reconhece a íntima  interconectividade e, mais precisamente, a interdependência de tudo. De  acordo com o ethos do ubuntu, uma pessoa não só é uma pessoa por meio de  outras pessoas (isto é, da comunidade em sentido abrangente: os demais  seres humanos assim como os ancestrais), mas uma pessoa é uma pessoa por  meio de todos os seres do universo, incluindo a natureza e os seres não  humanos. Cuidar “do outro” (e, com isso, de si mesmo), portanto, também  implica o cuidado para com a natureza (o meio ambiente) e os seres não  humanos.</div>
<p>Agradeço ao companheiro José Almeida do <a href="http://atabaqueblog.blogspot.com/">atabaqueblog</a> pela sugestão.
<div style="text-align:justify;"></div>
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		<title>O Islã ganha território no Brasil</title>
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		<pubDate>Tue, 14 Dec 2010 03:48:57 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Sergio José Dias</dc:creator>
				<category><![CDATA[Sem-categoria]]></category>

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		<description><![CDATA[Texto publicado no site FIGARO.fl do dia 05.02.2010 de autoria da jornalista marroquina LAMIA OUALALOU, responsável pela cobertura da América Latina. Lâmia Oualalou mora no Rio de Janeiro. APÓS OS ATENTADOS DE 11 DE SETEMBRO 2001 E, SOB O IMPULSO DE UMA TELENOVELA, AS CONVERSÕES SE MULTIPLICARAM NAS PERIFERIAS URBANAS DO PAIS. Cinco vezes ao [...]<img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=pelenegra.wordpress.com&amp;blog=2766101&amp;post=1260&amp;subd=pelenegra&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<div>Texto  publicado no site FIGARO.fl do dia 05.02.2010 de autoria da jornalista  marroquina LAMIA OUALALOU, responsável pela cobertura da América Latina.  Lâmia Oualalou mora no Rio de Janeiro.</div>
<p>APÓS  OS ATENTADOS DE 11 DE SETEMBRO 2001 E, SOB O IMPULSO DE UMA TELENOVELA,  AS CONVERSÕES SE MULTIPLICARAM NAS PERIFERIAS URBANAS DO PAIS.</p>
<div>Cinco  vezes ao dia, Rosangela volta-se para a Meca em seu pequeno apartamento  de Vila Ferreira, um bairro pobre de São Bernardo do Campo, cidade  industrial situada a alguns quilômetros de São Paulo. Ela tem 45 anos,  uma vida orquestrada pelo Islã, religião que ela abraçou desde o  principio dos anos 1990. Usando véu, vestida com uma longa túnica,  Rosangela chefia um centro de informações e divulgação do Islã para a  América Latina. “Estou dando aulas sobre o Corão”, diz ela com precisão,  receosa de que sua função seja confundida como a de uma<br />
simples recepcionista.<br />
Não  é tarefa fácil conservar com a Rosângela: Ela se interrompe a cada  cinco minutos para responder ao telefone ou orientar visitantes sobre as  conferencias do sheikh Hihad Hassan Hammadeh, diretor do Centro. “Os  pedidos de livros do Corão em português são tantos que meu estoque está  se esgotando, afirma Rosangela. Então, enquanto aguardamos novos livros m  português, divulgamos as versões em espanhol”.<br />
No Brasil, primeiro  pais católico do mundo, já observamos um crescimento importante do Islã  há uma dezena de anos. “E quase impossível sabermos quantos muçulmanos  vivem no Brasil porque em seus registros – na identificação &#8211; constam  como ‘outros’ , porém estima-se em torno de um milhão”, indica Paulo da  Rocha Pinto, professor da Universidade Federal Fluminense.<br />
Segundo  Paulo da Rocha Pinto, o melhor indicador da expansão desta religião  deve-se à multiplicação de lugares de culto. Desde o principio do Século  XX, e independentemente de sua origem, os muçulmanos são chamados no  Brasil de “Turcos”, com referência à tutela que em certa época o Império  Otomano exercia.<br />
– A primeira mesquita foi inaugurada somente em  1960. A construção dos lugares de culto começou, realmente, a partir dos  anos 1980 e foi se acelerando no começo dos anos 2.000.</p>
<p>O EFEITO MODISMO</p>
<p>Os  atentados de 11 de setembro de 2001 foram o ponto de partida para o  embalo. Disse Rosângela “Alguns queriam saber mais a respeito deste povo  capaz de fazer tremer o império americano, outros duvidavam do que  relatava a imprensa. Vindo aqui, eles perceberam que o Islã não tem nada  a ver com o ódio e, aos poucos, alguns quiseram se tornar muçulmanos”.<br />
No  Brasil sempre existiu um movimento para conversão ao Islã, apesar de um  baixo proselitismo. “Em geral, tinha como motivo uma amizade, um  casamento. O 11 de setembro aumentou a imagem dos muçulmanos e aguçou a  curiosidade” diz Paulo da Rocha Pinto. Na universidade, os cursos sobre o  mundo árabe e o Islã, que outrora eram vistos como exóticos, estão  lotados. Este interesse foi constatado no mundo inteiro. Mas no Brasil,  este interesse teve um acontecimento especifico: o de uma telenovela. Em  outubro de 2001, três semanas após os atentados ao World Trade Center, a  cadeia de televisão O Globo lançou “O Clone”. O seriado se<br />
desenrolava  no Marrocos, com a ambição de elucidar sobre os mundos árabe e  muçulmano. “Uma coincidência: esta telenovela era programada há vários  meses”, recorda-se o Francirosy Ferreira, especialista do Islã na  Universidade de São Paulo.<br />
O sucesso era tanto que passou a ser  comum, nas ruas do Rio de Janeiro e de São Paulo, as pessoas se  cumprimentarem com um ‘inch ‘Allah’. “Muitas mulheres sonhavam em  abandonar sua religião para poder casar com um “Saïd”, o herói muçulmano  da novela”, conta rindo Francirosy. Muito caricatural, o personagem era  romântico, respeitoso para com a sua mulher, a quem cobria de ouro.<br />
As  conversões decorrentes de modismo revelaram-se frágeis. Rosangela, está  convencida disso. A sua conversão resulta de uma busca de identidade.  Negra, pobre, militante de um Movimento Negro Unificado (MNU) desde a  adolescência, ela não encontrou conforto espiritual no seio de sua  família católica. “Jesus era sempre representado como homem branco. O  que sabem eles? “Em Jerusalém nem todos eram brancos!”afirma ela. “Os  primeiros muçulmanos que se<br />
instalaram no Brasil não eram  comerciantes libaneses nem sírios, porém “milhares de escravos  importados da África” relembra Paulo Farah que dirige o Centro de  Estudos Árabes. Conhecidos como Malês e Muçulmis, eles representavam,  segundo os especialistas, 15% dos escravos. Entre 1807 e 1835, eles se  revoltaram várias vezes. A mais importante revolta, dita a Revolta dos  Malês foi em Salvador, na Bahia, na noite de 24 de janeiro de 1835. “As  autoridades a apagaram dos livros de historia”, observa Paulo Farah. Ela  deu inicio a uma feroz repressão e a uma desconfiança permanente para  com o Islã.<br />
Um astro do hip-hop em São Paulo, o rapper Honerê al-Amin  Oadq reivindica esta herança. Ele tem 32 anos, anteriormente chamava-se  Carlos Soares Correia. “Escolhi o hip-hop a fim de denunciar o  genocídio dos jovens negros no Brasil de quem são vitimas, e mostrar  também que nós podemos representar valores positivos”, explica o jovem.  Ele encontrou a fonte de inspiração na Revolta dos Malês, qualificada  por ele como “Intifada negra”, O filme Malcom X e o fascínio exercido  pelo boxeador Mohammed Ali (nascido Cassius Clay) completariam a idéia.</p>
<p>Em  seu grupo batizado de “Posse Hausa” alusivo a um outro levante de  escravos muçulmanos no século XIX, um quarto dos integrantes  converteu-se ao Islã. Os outros, diz o jovem, “optaram pelo mesmo modo  de vida que nós: eles não bebem, não fumam, respeitam as mulheres e  ajudam à comunidade”. De acordo com o jovem, o Islã salvou assim,  dezenas de amigos seus do álcool, da droga e da prisão.<br />
A introdução  do Islã nas periferias está modificando a visão de uma religião outrora  identificada por descendentes de Árabes oriundos de uma classe social  alta. Para Paulo Farah, “a mensagem de igualdade racial e de justiça  social do Islã tem um franco sucesso no seio das comunidades menos  favorecidas, em particular junto a jovens que sofrem do racismo e da  violência policial”.<br />
A motivação dos que escolhem o Islã não é a  mesma que aquela que empurra para as igrejas evangélicas e religiões  afro-brasileiras como o Candomblé, disse Paulo Pinto da Rocha. &#8220;Em  geral, os novos convertidos se aproximaram anteriormente de outras  religiões. Com o Islã, eles descobriram uma religião mais aberta ao  mundo”. &#8220;A universidade nega qualquer derivação violenta política:&#8221; Há  uma solidariedade com os povos palestinos, iraquianos ou libaneses, mas  isso não é uma identificação. O que importa é que o Islã se apresenta  como uma ideologia do<br />
Terceiro Mundo, semelhante ao que podemos  encontrar na teoria da libertação latino-americana, antes que a Igreja  Católica decidisse frear a sua expansão. &#8220;.<br />
A ausência de uma  retórica vingativa também reflete a política do Estado brasileiro, que  se recusa a identificar os muçulmanos como um povo separado. No rescaldo  do 11 de setembro, o Departamento de Estado Americano pediu aos  governos paraguaio e brasileiro para olhar cuidadosamente para as  comunidades muçulmanas, argumentando que poderiam abrigar núcleos de  terrorismo .<br />
O Paraguai usou de zelo. Comerciantes muçulmanos em  Ciudad del Este foram presos, alguns foram torturados. O Brasil, no  entanto, respondeu que iria defender todos os cidadãos brasileiros  contra a interferência estrangeira. No entanto a Islamofobia não está  ausente no Brasil. Algumas publicações evangélicas são alarmistas e a  população continua a ver a religião como &#8220;estrangeira&#8221;. Rosangela sempre  tem uma muda de véu em sua bolsa, em caso de agressão.<br />
Paradoxalmente,  para o Sheikh Jihad, é a telenovela que mais tem contribuído para  aceitação do islã. Quando os fieis vinham visitá-lo na mesquita para  protestar contra imagem caricatural da telenovela, ele respondia que  estava satisfeito:<br />
&#8220;Antes, tínhamos uma imagem de extraterrestres ou  de terroristas. Agora, somos vistos como pessoas que gostam da festa e  da dança. O quê vocês preferem?”</p>
<p>Tradução: Sara Davidson<br />
Edição: Mauricio Grinberg</p>
</div>
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		<title>Conversa de Artista com Elisa Lucinda</title>
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		<pubDate>Tue, 14 Dec 2010 03:48:12 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Sergio José Dias</dc:creator>
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		<item>
		<title>Solução para travamento no Ubuntu Lucid</title>
		<link>http://pelenegra.wordpress.com/2010/12/14/solucao-para-travamento-no-ubuntu-lucid/</link>
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		<pubDate>Tue, 14 Dec 2010 03:47:13 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Sergio José Dias</dc:creator>
				<category><![CDATA[Sem-categoria]]></category>

		<guid isPermaLink="false">http://pelenegra.wordpress.com/?p=1254</guid>
		<description><![CDATA[Fonte: http://ubuntuforum-pt.org/ Esta solução se dirige a quem tem a placa de vídeo intel 82945g: 1) Instalar o &#8220;Ícone do Compiz Fusion&#8221; (Pode ser pela &#8220;Central de Programas do Ubuntu&#8221;) 2)Iniciá-lo em Aplicativos-&#62;sistemas 3)Clique com o botão direito no ícone do &#8220;Compiz Fusion&#8221;(localizado na área de notificação, do lado da rede,som,etc.) -&#62; &#8220;Compiz Options&#8221; : [...]<img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=pelenegra.wordpress.com&amp;blog=2766101&amp;post=1254&amp;subd=pelenegra&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Fonte: <a href="http://ubuntuforum-pt.org/index.php?PHPSESSID=f20b0b16fb331d2fb6eff4d08388e021&amp;topic=68308.15" target="_blank">http://ubuntuforum-pt.org/</p>
<p></a>Esta solução se dirige a quem tem a placa de vídeo intel 82945g:</p>
<p>1) Instalar o &#8220;Ícone do Compiz Fusion&#8221; (Pode ser pela &#8220;Central de Programas do Ubuntu&#8221;)<br />
2)Iniciá-lo em Aplicativos-&gt;sistemas<br />
3)Clique   com o botão direito no ícone do &#8220;Compiz Fusion&#8221;(localizado na área de   notificação, do lado da rede,som,etc.) -&gt; &#8220;Compiz Options&#8221; : marque o   &#8220;Loose Binding&#8221; e o &#8220;Indirect Rendering&#8221;.</p>
<p>OBS: Os links a   seguir foram onde eu tirei esta idéia. Outras pessoas, além de fazer   isso, também trocaram o Kernel. No meu caso não foi necessário, pois não   está travando mesmo com o kernel oficial do Ubuntu.</p>
<p><a href="http://ubuntuforum-pt.org/index.php?topic=68073.0" target="_blank">http://ubuntuforum-pt.org/index.php?topic=68073.0</a><br />
<a href="http://xdown.com.br/linux-9/resolvendo-o-bug-do-compiz-na-placa-de-video-intel-82945g-ubuntu-10-04/" target="_blank">http://xdown.com.br/linux-9/resolvendo-o-bug-do-compiz-na-placa-de-video-intel-82945g-ubuntu-10-04/</a></p>
<br />  <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gocomments/pelenegra.wordpress.com/1254/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/comments/pelenegra.wordpress.com/1254/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godelicious/pelenegra.wordpress.com/1254/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/delicious/pelenegra.wordpress.com/1254/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gofacebook/pelenegra.wordpress.com/1254/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/facebook/pelenegra.wordpress.com/1254/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gotwitter/pelenegra.wordpress.com/1254/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/twitter/pelenegra.wordpress.com/1254/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gostumble/pelenegra.wordpress.com/1254/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/stumble/pelenegra.wordpress.com/1254/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godigg/pelenegra.wordpress.com/1254/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/digg/pelenegra.wordpress.com/1254/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/goreddit/pelenegra.wordpress.com/1254/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/reddit/pelenegra.wordpress.com/1254/" /></a> <img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=pelenegra.wordpress.com&amp;blog=2766101&amp;post=1254&amp;subd=pelenegra&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></content:encoded>
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			<media:title type="html">ajaleu</media:title>
		</media:content>
	</item>
		<item>
		<title>Centro Cultural Octavio Brandão convida</title>
		<link>http://pelenegra.wordpress.com/2010/12/14/centro-cultural-octavio-brandao-convida-5/</link>
		<comments>http://pelenegra.wordpress.com/2010/12/14/centro-cultural-octavio-brandao-convida-5/#comments</comments>
		<pubDate>Tue, 14 Dec 2010 03:46:24 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Sergio José Dias</dc:creator>
				<category><![CDATA[Sem-categoria]]></category>

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		<description><![CDATA[CENTRO CULTURAL OCTAVIO BRANDÃO GRANDE ALMOÇO COMEMORATIVO DO ANIVERSÁRIO DO CCOB NESTE DOMINGO &#8211; 19/09 &#8211; A PARTIR DAS 13 HORAS VENHA E TRAGA OS AMIGOS TEREMOS: ALMOÇO (BACALHAU DE FORNO COM BATATAS) R$ 10,00 OFICINA DE DESENHO E BONECOS DE RECICLÁVEIS EXIBIÇÃO DE VIDEOS HISTÓRICOS CANJA DOS VIOLEIROS, SAMBISTAS E POETAS PRESENTES CCOB: Rua [...]<img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=pelenegra.wordpress.com&amp;blog=2766101&amp;post=1252&amp;subd=pelenegra&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<div><span style="text-decoration:underline;">CENTRO CULTURAL OCTAVIO BRANDÃO</span></div>
<div>GRANDE ALMOÇO COMEMORATIVO DO ANIVERSÁRIO DO CCOB</div>
<div>NESTE DOMINGO &#8211; 19/09 &#8211; A PARTIR DAS 13 HORAS</div>
<div>VENHA E TRAGA OS AMIGOS</div>
<div>TEREMOS: ALMOÇO (BACALHAU DE FORNO COM BATATAS) R$ 10,00</div>
<div>OFICINA DE DESENHO E BONECOS DE RECICLÁVEIS</div>
<div>EXIBIÇÃO DE VIDEOS HISTÓRICOS</div>
<div>CANJA DOS VIOLEIROS, SAMBISTAS  E POETAS PRESENTES</div>
<div>CCOB: Rua Miguel Ângelo, 120, esquina com Domingos Magalhães, próximo ao Metrô Estação Maria da Graça.</div>
<p>Ajude a divulgar as atividades do CCOB, repasse esta mensagem para sua lista de contatos.</p>
<br />  <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gocomments/pelenegra.wordpress.com/1252/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/comments/pelenegra.wordpress.com/1252/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godelicious/pelenegra.wordpress.com/1252/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/delicious/pelenegra.wordpress.com/1252/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gofacebook/pelenegra.wordpress.com/1252/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/facebook/pelenegra.wordpress.com/1252/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gotwitter/pelenegra.wordpress.com/1252/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/twitter/pelenegra.wordpress.com/1252/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gostumble/pelenegra.wordpress.com/1252/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/stumble/pelenegra.wordpress.com/1252/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godigg/pelenegra.wordpress.com/1252/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/digg/pelenegra.wordpress.com/1252/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/goreddit/pelenegra.wordpress.com/1252/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/reddit/pelenegra.wordpress.com/1252/" /></a> <img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=pelenegra.wordpress.com&amp;blog=2766101&amp;post=1252&amp;subd=pelenegra&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></content:encoded>
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			<media:title type="html">ajaleu</media:title>
		</media:content>
	</item>
		<item>
		<title>Lançamento de livro: Clebynho, o babalorixá aprendiz, de Leandro Müller</title>
		<link>http://pelenegra.wordpress.com/2010/12/14/lancamento-de-livro-clebynho-o-babalorixa-aprendiz-de-leandro-muller/</link>
		<comments>http://pelenegra.wordpress.com/2010/12/14/lancamento-de-livro-clebynho-o-babalorixa-aprendiz-de-leandro-muller/#comments</comments>
		<pubDate>Tue, 14 Dec 2010 03:45:44 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Sergio José Dias</dc:creator>
				<category><![CDATA[Sem-categoria]]></category>

		<guid isPermaLink="false">http://pelenegra.wordpress.com/?p=1248</guid>
		<description><![CDATA[Aja mostrar detalhes 14 set<img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=pelenegra.wordpress.com&amp;blog=2766101&amp;post=1248&amp;subd=pelenegra&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<div>
<table cellpadding="0">
<tbody>
<tr>
<td>
<table cellpadding="0">
<tbody>
<tr>
<td>
<div><img src="https://mail.google.com/mail/images/cleardot.gif" alt="" /><img src="https://mail.google.com/mail/images/cleardot.gif" alt="" width="16px" height="16px" /></p>
<h3>Aja</h3>
</div>
</td>
</tr>
</tbody>
</table>
</td>
<td>
<div>mostrar detalhes 14 set</div>
</td>
<td></td>
</tr>
</tbody>
</table>
</div>
<p><span style="color:#888888;"><a href="http://pelenegra.files.wordpress.com/2010/12/image0011.jpg" target="_blank"><img src="http://pelenegra.files.wordpress.com/2010/12/image0011.jpg?w=300" border="0" alt="" /></a></span></p>
<br />  <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gocomments/pelenegra.wordpress.com/1248/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/comments/pelenegra.wordpress.com/1248/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godelicious/pelenegra.wordpress.com/1248/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/delicious/pelenegra.wordpress.com/1248/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gofacebook/pelenegra.wordpress.com/1248/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/facebook/pelenegra.wordpress.com/1248/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gotwitter/pelenegra.wordpress.com/1248/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/twitter/pelenegra.wordpress.com/1248/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gostumble/pelenegra.wordpress.com/1248/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/stumble/pelenegra.wordpress.com/1248/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godigg/pelenegra.wordpress.com/1248/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/digg/pelenegra.wordpress.com/1248/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/goreddit/pelenegra.wordpress.com/1248/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/reddit/pelenegra.wordpress.com/1248/" /></a> <img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=pelenegra.wordpress.com&amp;blog=2766101&amp;post=1248&amp;subd=pelenegra&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></content:encoded>
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			<media:title type="html">ajaleu</media:title>
		</media:content>

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	</item>
		<item>
		<title>Cine Afro Sembene convida: Moolaadé</title>
		<link>http://pelenegra.wordpress.com/2010/12/14/cine-afro-sembene-convida-moolaade/</link>
		<comments>http://pelenegra.wordpress.com/2010/12/14/cine-afro-sembene-convida-moolaade/#comments</comments>
		<pubDate>Tue, 14 Dec 2010 03:44:24 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Sergio José Dias</dc:creator>
				<category><![CDATA[Sem-categoria]]></category>

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		<description><![CDATA[Moolaadé &#8211; um filme de Ousmane Sembene Dia: 18 de setembro de 2010 &#8211; 19 horas &#8211; Entrada franca Local: CECISP- Associação Centro Cineclubista de São Paulo Rua Augusta, 1239, CJ. 13/14 &#8211; Metrô Consolação Informações: (11)3114-3906 &#160; Sinopse: Em um distante povoado africano, ligado apenas pelo rádio, o costume da mutilação genital feminina (a [...]<img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=pelenegra.wordpress.com&amp;blog=2766101&amp;post=1246&amp;subd=pelenegra&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><strong>Moolaadé &#8211; um filme de Ousmane Sembene</strong></p>
<p><strong>Dia: 18 de setembro de 2010 &#8211; 19 horas &#8211; Entrada franca</strong></p>
<h2>Local: CECISP- Associação Centro Cineclubista de São Paulo</h2>
<p><strong>Rua Augusta, 1239, CJ. 13/14 &#8211; Metrô Consolação</strong></p>
<h1>Informações: (11)3114-3906</h1>
<p>&nbsp;</p>
<p>Sinopse:  Em um distante povoado africano, ligado apenas pelo rádio, o costume da  mutilação genital feminina (a circuncisão) é temida por todas as  garotas. Seis delas, segundo a tradição, devem passar pelo ritual num  determinado dia. Este é um dos passos para que elas conquistem um ótimo  pretendente e tenham um casamento bem sucedido. O pavor é tanto que duas  afogam-se num poço. As outras quatro buscam a proteção de Collé, uma  mulher que não permitiu que sua filha fosse mutilada, invocando o  &#8220;moolaadé&#8221; (proteção sagrada). O fato gera comoção e ganha adesão de  mulheres e simpatizantes contrários à mutilação. Mas vários homens e  membros representativos da aldeia pressionam o marido de Collé para que  ela retire a proteção, nem que para isso ele tenha de chicoteá-la em  público.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>Título Original: Moolaadé, 2004</p>
<p>Roteiro e Direção: Ousmane Sembene</p>
<p>Origem: Senegal/França/Burkina Faso/Camarões/Marrocos/Tunísia</p>
<p>Duração: 119 min</p>
<p>Idioma: Bambara/Francês</p>
<p>Legendas: Português</p>
<p>&nbsp;</p>
<h2>HAVERÁ DEBATE APÓS A EXIBIÇÃO</h2>
<p>&nbsp;</p>
<p>Comentários: Oubí Inaê Kibuko</p>
<p><a href="http://www.oubifotografias.blogspot.com/" target="_blank">www.oubifotografias.blogspot.com</a></p>
<p><a href="http://www.tamboresfalantes.blogspot.com/" target="_blank">www.tamboresfalantes.blogspot.com</a></p>
<p>&nbsp;</p>
<p><strong>AGENDE-SE:</strong> O Cine Afro Sembene, homenagem ao escritor e cineasta Ousmane Sembene,  considerado &#8220;O Pai do Cinema Africano&#8221;, acontece no CECISP todo terceiro  sábado do mês. As exibições de filmes africanos e diáspora são sempre  seguidas de debate com um comentarista convidado e de um chá de  confraternização entre os presentes.<br />
<span style="color:#888888;"><br />
&#8211;</span></p>
<br />  <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gocomments/pelenegra.wordpress.com/1246/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/comments/pelenegra.wordpress.com/1246/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godelicious/pelenegra.wordpress.com/1246/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/delicious/pelenegra.wordpress.com/1246/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gofacebook/pelenegra.wordpress.com/1246/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/facebook/pelenegra.wordpress.com/1246/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gotwitter/pelenegra.wordpress.com/1246/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/twitter/pelenegra.wordpress.com/1246/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gostumble/pelenegra.wordpress.com/1246/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/stumble/pelenegra.wordpress.com/1246/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godigg/pelenegra.wordpress.com/1246/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/digg/pelenegra.wordpress.com/1246/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/goreddit/pelenegra.wordpress.com/1246/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/reddit/pelenegra.wordpress.com/1246/" /></a> <img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=pelenegra.wordpress.com&amp;blog=2766101&amp;post=1246&amp;subd=pelenegra&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></content:encoded>
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			<media:title type="html">ajaleu</media:title>
		</media:content>
	</item>
		<item>
		<title>Deputado quer revogar leis da umbanda, candomblé e orixás</title>
		<link>http://pelenegra.wordpress.com/2010/12/14/deputado-quer-revogar-leis-da-umbanda-candomble-e-orixas/</link>
		<comments>http://pelenegra.wordpress.com/2010/12/14/deputado-quer-revogar-leis-da-umbanda-candomble-e-orixas/#comments</comments>
		<pubDate>Tue, 14 Dec 2010 03:43:25 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Sergio José Dias</dc:creator>
				<category><![CDATA[Sem-categoria]]></category>

		<guid isPermaLink="false">http://pelenegra.wordpress.com/?p=1244</guid>
		<description><![CDATA[E sobre camuflagem religiosa o racismo permanece, e se reinventa. O deputado estadual Edson Albertassi apresentou, nesta quarta-feira (08/09), um projeto de lei revogando as leis que declaram a Umbanda, o Candomblé e os dias de Iemanjá, Nanã, Iansã e Oxum como patrimônio imaterial do Estado do Rio de Janeiro. As leis são de autoria [...]<img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=pelenegra.wordpress.com&amp;blog=2766101&amp;post=1244&amp;subd=pelenegra&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>E sobre camuflagem religiosa  o racismo permanece, e se reinventa.</p>
<h3>O  deputado estadual Edson Albertassi apresentou,  nesta quarta-feira  (08/09), um projeto de lei revogando as leis que  declaram a Umbanda, o  Candomblé e os dias de Iemanjá, Nanã, Iansã e Oxum  como patrimônio  imaterial do Estado do Rio de Janeiro.</h3>
<div>As leis são de autoria do deputado estadual Átila Nunes, que tem uma atuação voltada para os interesses dos umnbandistas.</div>
<div>As  leis do Dia de Iemanjá e do Dia de Oxum foram  aprovadas pelos  deputados em 2009 e início de 2010. Edson Albertassi  quer a sua  revogação</p>
<p>De acordo com o deputado Albertassi, estas  leis ferem a  Constituição Federal: “Não é correto que o Estado Laico e  Democrático  transforme religiões e festividades religiosas em patrimônio   imaterial”.</p></div>
<div>
Edson Albertassi diz que  as leis do deputado  estadual Átila Nunes impedirão a pregação eloqüente  de pregadores  pentecostais, testemunhos de ex-macumbeiros e cultos de  libertação  possam ser atingidos.</p>
<p>Segundo o deputado Albertassi,  &#8220;no Brasil, há uma mistura sobre os  conceitos de cultura e religião.  Precisamos separar estas duas questões,  porque sob o viés de “cultura,  algumas religiões vêm sendo beneficiadas  pelo poder público em  detrimento das outras”.</p></div>
<div>Segundo  Albertassi, foi assim que muitas leis  beneficiando a Umbanda foram  aprovadas na Assembléia Legislativa pelo  meu colega deputado Átila  Nunes. &#8220;Não se trata de nada pessoal contra  ele, mas sim contra a  Umbanda e o Candomblé, que não podem se igualar  aos evangélicos, este  sim, verdadeiros religiosos que não se baseiam em  vodus e manifestações  questionáveis&#8221;</div>
<div>Albertassi  reconhece o trabalho de décadas &#8220;do  deputado estadual Átila Nunes em  defesa de sua seita, mas existe um  limite nas suas ações de  reconhecimento e na busca de igualdade de  tratamento da Umbanda e do  Candomblé com as religiões cristãs&#8221;.</div>
<p><span style="color:#888888;"><br /></span></p>
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		<title>Retomada Indígena III</title>
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		<pubDate>Tue, 14 Dec 2010 03:42:35 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Sergio José Dias</dc:creator>
				<category><![CDATA[Sem-categoria]]></category>

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		<description><![CDATA[20 a 24 de setembro 2010 – Museu da Cultura PUC-SP POVOS INDÍGENAS FRENTE À SOCIEDADE BRASILEIRA HOJE 20/9 &#8211; 2ª feira – Abertura da semana 18,30h. Dança de um grupo indígena na rampa do prédio novo da PUC (entrada Rua Ministro Godoi). 19h. Exposição no Museu da Cultura (PUC-SP) &#8211; O olhar indígena sobre [...]<img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=pelenegra.wordpress.com&amp;blog=2766101&amp;post=1242&amp;subd=pelenegra&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><strong><em>20 a 24 de setembro 2010 – Museu da Cultura PUC-SP</em></strong></p>
<p><em>POVOS INDÍGENAS FRENTE À SOCIEDADE BRASILEIRA HOJE</em></p>
<p><em> </em></p>
<p><strong>20/9</strong> &#8211; <strong>2ª feira –</strong> <strong><em>Abertura da semana</em></strong><em> </em></p>
<p><strong>18,30h.</strong> Dança de um grupo indígena na rampa do prédio novo da PUC (entrada Rua Ministro Godoi).</p>
<p><strong> </strong></p>
<p><strong>19h.</strong> <strong>Exposição no Museu da Cultura (PUC-SP)</strong> &#8211; <em>O olhar indígena sobre a cidade e a aldeia </em>(fotos de indígenas que vivem em São Paulo), e mostra de <em>instrumentos de caça, guerra e pesca</em> de várias etnias do Brasil. (Duração da exposição: de 20/9 a 8/10, das 10h às 19h, exceto em finais de semana).</p>
<p><strong> </strong></p>
<p><strong>19,15 h. Mesa redonda</strong> <strong>1</strong>: <em>Povos indígenas frente à sociedade brasileira hoje. </em>Debatedores: Prof. Rinaldo Arruda (antropólogo da PUC-SP), Cristiano Navarro (jornalista do semanário <em>Brasil de Fato</em>) e Prof. Sílvio Mieli (Prof. da Faculdade de Jornalismo da PUC-SP).</p>
<p><strong> </strong></p>
<p><strong>21/9 &#8211; 3ª feira </strong></p>
<p><strong>19,15h. Mesa redonda 2</strong>: <em>Os indígenas Guarani Kaiowá do MS. </em>Projeção do curta <em>À beira da estrada </em>(do documentário <em>La lotta e la speranza</em> &#8211; Luci nel Mondo/Cimi). <em>Debatedores</em>:   Valdelice Veron (filha do cacique Marcos Veron) e liderança Guarani   Kaiowá do MS, e Dra. Maria Luiza Grabner (Procuradora do Ministério   Público Federal- PR/SP).</p>
<p><strong> </strong></p>
<p><strong>22/9 –</strong> <strong>4ª feira </strong></p>
<p><strong>19,15h. Mesa redonda 3:</strong> <em>Lideranças indígenas:</em> Jerry Matalawê (liderança Pataxó e membro da Secretaria da Justiça,   Cidadania e Direitos Humanos da Bahia); Timóteo Popyguá (liderança   Guarani da aldeia Tenondé Porã-São Paulo) e Maria Cícera de Oliveira   (povo Pankararu e da coordenação do Programa Pindorama, PUC-SP)</p>
<p><strong>Local: </strong><em>Museu da Cultura – PUC-SP.</em></p>
<p>&nbsp;</p>
<p><strong>23/9</strong> – <strong>5ª feira </strong></p>
<p><strong>19,15h. Mesa redonda 4</strong>: <em>A questão indígena e os movimentos sociais:</em> Edson Kayapó (doutorando da PUC-SP e coordenador dos Ceci da  Prefeitura  de São Paulo); Israel Sassá Tupinambá (membro do Tribunal  Popular e da  Org. Popular Aymberê), Regina Lúcia dos Santos (geógrafa e  membro do  Movimento Negro Unificado-MNU) e Gilmar Mauro (coordenação  nacional do  MST).</p>
<p>&nbsp;</p>
<p><strong>24/9 –</strong> <strong>6ª feira </strong></p>
<p><strong>19,15h.</strong> Lançamento do <em>Relatório de Violência de 2009–CIMI, </em>com   comentários da Profa. Lúcia Helena Rangel, PUC-SP (organizadora do   trabalho), Sarlene Soares Makuxi (mestranda PUC-SP, da Terra Indígena   Raposa Serra do Sol) e Bruno Martins (graduando da Faculdade de Direito   da USP).</p>
<p>&nbsp;</p>
<p><strong>Encerramento: </strong>reza indígena e toré com os povos presentes (Wassu Cocal, Fulni-ô, Pankararé, Pankararu&#8230;)</p>
<p><strong> </strong></p>
<p><strong>SEMANA DE CURTAS METRAGENS COM TEMÁTICA INDÍGENA</strong></p>
<p><strong> </strong></p>
<p><strong>21/9 &#8211; 3ª feira </strong></p>
<p><em>O amendoim da cotia</em> (Sobre o povo Panará/PA, dir. Vincent Carelli. Vídeo nas Aldeias, 50’)</p>
<p><strong>12,30 h </strong>e <strong>18h: </strong>projeção<strong> </strong>no <em>auditório Paulo VI</em> (auditório da Biblioteca).</p>
<p><strong>22/9 –</strong> <strong>4ª feira </strong></p>
<p><em>Pisa Ligeiro </em>(Luta dos povos indígenas hoje. 50’).</p>
<p><strong>12,30h e 18h: </strong>sala 134 C (1º andar, PUC, entrada pela Rua Ministro Godoi).</p>
<p><strong>23/9</strong> – <strong>5ª feira </strong></p>
<p><em>Xingu, terra ameaçada </em>(dir. Washington Novaes, TV Cultura, 48’).</p>
<p><strong>12,30h </strong>e <strong>18h: </strong>projeção<strong> </strong>no <em>auditório Paulo VI</em> (auditório da Biblioteca)</p>
<p><strong> </strong></p>
<p><strong>VENDA DE ARTESANATO </strong></p>
<p>Durante a semana haverá venda de artesanato dos povos Pankararé, Fulni-ô, Guarani, Kaimbé e Kariri Xokó. <strong>Local: PÁTIO DA CRUZ </strong>(pátio interno do prédio velho da PUC)</p>
<br />  <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gocomments/pelenegra.wordpress.com/1242/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/comments/pelenegra.wordpress.com/1242/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godelicious/pelenegra.wordpress.com/1242/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/delicious/pelenegra.wordpress.com/1242/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gofacebook/pelenegra.wordpress.com/1242/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/facebook/pelenegra.wordpress.com/1242/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gotwitter/pelenegra.wordpress.com/1242/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/twitter/pelenegra.wordpress.com/1242/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gostumble/pelenegra.wordpress.com/1242/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/stumble/pelenegra.wordpress.com/1242/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godigg/pelenegra.wordpress.com/1242/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/digg/pelenegra.wordpress.com/1242/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/goreddit/pelenegra.wordpress.com/1242/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/reddit/pelenegra.wordpress.com/1242/" /></a> <img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=pelenegra.wordpress.com&amp;blog=2766101&amp;post=1242&amp;subd=pelenegra&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></content:encoded>
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